quarta-feira, maio 11, 2011

terça-feira, maio 10, 2011

Amor Electro...

A máquina parou... deixou de tocar...

Cara de terça-feira...



... só me apetece é balir!... loooool

sábado, maio 07, 2011

Fim de semana cheio de ALEGRIAS !... ;)

Este fim de semana, vou ter a oportunidade de aprender com "maestros" espanhóis.


Nível Intermédio de Flamenco: Alegrias, com Eva Sotto e Jesus Ortega... e olé!


terça-feira, maio 03, 2011

España...


Quase não era canto, no sentido em que este é aproveitamento musical da voz. Quase não era voz, no sentido em que esta tende a dizer palavras. O canto flamenco é antes da voz ainda, é fôlego humano. Uma palavra ou outra às vezes escapava, revelando de que era feita aquela mudez cantada: de história de viver, amar e morrer. Essas três palavras não ditas eram interrompidas por lamentos e modulações. Modulações de fôlego, primeiro estágio de voz que capta o sofrimento no seu primeiro estágio de gemido. E de grito. E mais outro grito, este de alegria por se ter gritado. Em torno, a assistência aconchega-se escura e suja. Depois de uma das modulações que de tão prolongada morre em suspiro, o grupo esgotado como o cantor murmura um Olé em amém, última brasa.

Mas há também o canto impaciente que a voz apenas não exprime: então um sapateado nervoso e firme o entrecorta, o Olé que o irrompe a cada instante não é mais amém, é incitamento, é touro negro. O cantor, de dentes quase cerrados, dá à voz a cegueira da raça, mas os outros exigem mais e mais, até conseguirem o instante espasmo: Espanha.

Ouvi também o canto ausente. É feito de um silêncio cortado de gritos da assistência. Dentro da clareira de silêncio, em semente ardente, um homem pequeno, seco, escuro, de mãos nas ilhargas, cabeça atirada para trás, marca com o duro taco dos sapatos o ritmo incessante do canto ausente. Nenhuma música. E nem é uma dança. O sapateado é antes da dança organizada – é o corpo manifestando-se, pés transmitindo até a ira em linguagem que Espanha entende. A assistência se concentra em fúria no próprio silêncio. De quando em quando a provocação rouca de uma cigana, toda de carvão e trapos vermelhos, em que a fome se tornou dor e ameaça. Não era espetáculo, não se assistia: quem ouvia era tão essencial como quem batia os pés em silêncio. Até a exaustão, comunicam-se durante horas através dessa linguagem que, se algum dia teve palavras, estas foram se perdendo pelos séculos – até que a tradição oral passou a ser transmitida de pai para filho apenas como ímpeto de sangue.

E vi o par da dança flamenca. Não sei de outra em que a rivalidade entre homem e mulher se pusesse tão a nu. Tão declarada é a guerra que não importam os ardis: por momentos a mulher se torna quase masculina, e o homem a olha admirado. Se o mouro em terra espanhola é o mouro, a moura perdeu diante da aspereza basca a moleza fácil; a moura espanhola é um galo até que o amor a transforme em Maja.

A conquista difícil nessa dança. Enquanto o dançarino fala com os pés teimosos, a dançarina percorrerá a aura do próprio corpo com as mãos em ventarola: assim ela se imanta, assim ela se prepara para tornar-se tocável e intocável. Mas, quando menos se espera, sua botina de mulher avançara e marcará de súbito três pancadas. O dançarino se arrepia diante dessa crua palavra, recua, imobiliza-se. Há um silêncio de dança. Aos poucos o homem ergue de novo os braços e, precavido – com temor e não pudor -, tenta com as mãos espalmadas sombrear a cabeça orgulhosa da companheira. Rodeia-a várias vezes e por momentos já se expões quase de costas para ela, arriscando-se quem sabe a que punhalada. E se não foi apunhalado é que a dançarina de súbito recolheu-lhe a coragem: este então é o seu homem. Ela bate os pés, de cabeça erguida, em primeiro grito de amor: finalmente encontrou seu companheiro e inimigo. Os dois recuam eriçados. Reconheceram-se. Eles se amam.

A dança propriamente dita se inicia. O homem é moreno, miúdo; obstinado. Ela é severa e perigosa. Seus cabelos foram esticados, essa vaidade da dureza. É tão essencial essa dança que mal se compreende que a vida continue depois dela: este homem e esta mulher morrerão. Outras danças são a nostalgia dessa coragem. Esta dança é a coragem. Outras danças são alegres. A alegria desta é séria. Ou a alegria é dispensada. É o triunfo mortal de viver o que importa. Os dois não riem, não se perdoam. Compreendem-se? Nunca pensaram em se compreender, cada um trouxe a si mesmo como único estandarte. E quem foi vencido – nessa dança os dois são vencidos – não se adoçará na submissão, terá aqueles olhos espanhóis, secos de amor e raiva. O esmagado – os dois serão esmagados – servirá vinho ao outro como um escravo. Embora nesse vinho, quando vier a paixão do ciúme, possa estar o veneno da morte. O que sobreviver se sentirá vingado. Mas para sempre sozinho. Porque só esta mulher era sua inimiga, só este homem era seu inimigo, e eles se tinham escolhido para a dança.






Crónica de autoria de Clarice Lispector, publicada no Jornal do Brasil no dia 28 de novembro de 1970. Este texto também pode ser encontrado no livro A Descoberta do Mundo.


segunda-feira, maio 02, 2011

El traje...

O vestido, cuja parte de trás, me anda a assombrar a mente há já uns meses...




... encontrei a parte da frente... e os lados. Desiludiu-me um pouco, porque acho que não faz justiça ao que se vê de trás... mas continua a ser um belo vestido!




sexta-feira, abril 29, 2011

Sexta-feira....


Tenham um bom fim de semana! :)

Aqui para os nossos lados, está a começar um pouco cinzento.... mas vamos esperar que melhore! ;)

E pronto... lá vou eu p'ró Ribatejo!...


quinta-feira, abril 28, 2011

Senhora da Nazaré...

Gravada na mente... como uma espécie de mantra mudo!...


Hoje a minha disposição apenas tolera esta paisagem... tudo o mais me está a chatear!...

Só eu, o sol, a areia e a visão do mar!
Acho que já sei onde vou este Domingo...

quarta-feira, abril 27, 2011

Docinho docinho... tão docinho, que até enjoa!


É quarta-feira....

... e eu já estou capaz de comer este computador!... grrrrrrrrrr...

terça-feira, abril 26, 2011

Depois deste fim de semana...


... só consigo andar assim!... lololol

quinta-feira, abril 14, 2011

Sem direito a bocas!... lololol


Hoje foi dia de visita... O Diogo veio conhecer o escritório, a tia e os tios. Sim, que da última vez não contou... já que ele nem a pestana abriu! Desta vez teve direito a mudar a fralda em cima da mesa de reuniões, visita guiada pelos gabinetes, e um biberon de leite que a tia fez questão de dar! Depois, os grandes foram papar sushi e mais um bocadinho o menino conseguia expulsar toda a gente do restaurante... dado o elevado grau de decibéis que sairam daquela garganta. Mas a tia resolveu o assunto e deu-lhe colo por mais uns minutos ;)

quarta-feira, abril 13, 2011

Dia Mundial do Beijo...


Porque há imagens... e BEIJOS ... que valem mais que mil palavras...





quarta-feira, abril 06, 2011

Sara Baras... que dizer?!

Fuego Lento...




Miedo... ;)




Fin de fiesta! ;)

terça-feira, abril 05, 2011

Já sabe o que vai fazer esta sexta?

Benavente Vila Hotel
8. Abril. 2011, 20h

Noite Espanhola



Com a actuação ao vivo do
Grupo de Flamenco Pringá



Viva verdadeiros momentos de prazer, repletos de "salero"...



Para consultar a ementa e efectuar reserva, aqui fica o link:
http://www.benaventevilahotel.pt/noticias-det.asp?v_id_noticia=25&v_nts=1

segunda-feira, abril 04, 2011

quinta-feira, março 31, 2011

Poliglota

Uisgasse... devo ser mais inteligente do que pensava...

... descobri hoje que de vez em quando, sem me aperceber, falo chinês! Grrrrrrrrrrr....

quarta-feira, março 30, 2011

Feeling you...


Today.... even closer!...

...So close, I can smell you!.... lolololol

Sou contrabandista...

Apesar de ser proibido por lei o transporte de mais de 50 litros de combustível em transporte próprio entre Estados-membros da União Europeia, os preços apetecíveis em Espanha levam os portugueses a recorrer ao contrabando. Autoridades fecham os olhos.
Segundo a lei, um particular não pode transportar mais de 50 litros de gasolina entre estados membros, mas com a clivagem dos preços a chegar quase aos 30 cêntimos por litro, há cada vez mais pessoas que, além de atestar o depósito de combustível do outro lado da fronteira, levam ainda bidões na mala, ultrapassando em grande medida aquele limite. Muitos deslocam-se por auto-estrada, onde acreditam que é mais difícil haver operações policiais. Porém, segundo o JN constatou, esse controlo é quase nulo. Ao que foi possível apurar, no caso do gás, em média mais barato 10 euros em Espanha (e cujo transporte também obedece a regras), no seio da GNR haverá indicações para "não fazer nada" até duas botijas. Outro militar referiu que, tratando-se de pequenas quantidades, e não podendo aplicar o Regulamento de Materiais Perigosos, não sabem como proceder. "Por isso, o que se tem feito é deixar passar".


Só vamos ter que gravar uma nova versão deste grande clássico...

Oh Elvas!, oh Elvas!

Badajoz à vista...

Sou contrabandista

De gasolina e gasóil

Transporto botijas

De gás e petróil!...


Ai este meu país... ai este meu país...


terça-feira, março 29, 2011

Bom dia!, vizinho Vasco...

Manhã marcada por um episódio curioso...

Subo o elevador até ao 7ºandar, depois de mais uma viagem sonolenta de comboio e de um pequeno-almoço igual ao de sempre, no sítio do costume, agarro nas chaves, dou quatro voltas para a esquerda (sinal que sou a primeira a chegar!), desligo o alarme... até aqui, nada de novo!...

... eis se não quando...

... ouço uma voz rasteirinha mas com presença, vinda do outro lado do corredor. A porta em frente estava aberta e lá abri os olhos a uma nova personagem...

V.: Olá!...
P.: Olá... (?!?!?!?!?)
V.: Olá... eu sou o Vasco!
P.: Olá Vasco. Muito prazer... então estás aqui sozinho?
V.: Sim. A minha mãe está lá dentro e eu vou agora para a escola.
P.: Muito bem.
V.: E tu, já foste levar o teu filho à escola?
P.: (Gargalhada interior, sorriso aberto para o exterior) Não... eu ainda não tenho filhos.
V.: Ahhhh... então que vais fazer?
P.: Eu vou trabalhar. Sabes que eu trabalho aqui neste casa à frente da tua, é um escritório.
V.: Ahhhhh...
(Chega a mãe e com um olhar embaraçado, pede-me desculpa)
V.: Olha, a tua porta é igual à minha!
P.: (Gargalhada exterior... e bem exterior!) Pois é, já viste bem as coincidências?!
V.: Pois é!... Pronto vou para a escola.
P.: Então boa escola!... Diverte-te!
V.: Obrigado... bom trabalho. Mas olha, tu és minha vizinha?
P.: Sou. Quando precisares de alguma coisa, podes chamar a Patrícia.
V.: Ahhhhh.... tá bem! Adeus.

... O Vasco é o meu novo vizinho e ainda nem deve ter 4 anos... uma figurinha franzina, com olho claro e discurso desenvolto, que me fez entrar no escritório hoje com um sorriso nos lábios. Há algum tempo que não levava um choque de vida na alienação que é trabalhar num sítio "cheio de gente", como Lisboa. Que bem me fez o meu vizinho Vasco hoje :)