domingo, setembro 21, 2014
segunda-feira, junho 30, 2014
domingo, março 09, 2014
quarta-feira, fevereiro 26, 2014
Paco, filho de Lucia :(
domingo, fevereiro 23, 2014
domingo, fevereiro 02, 2014
Sabor Flamenco II
sexta-feira, janeiro 31, 2014
domingo, janeiro 05, 2014
sexta-feira, janeiro 03, 2014
quarta-feira, abril 11, 2012
sábado, maio 07, 2011
Fim de semana cheio de ALEGRIAS !... ;)

Nível Intermédio de Flamenco: Alegrias, com Eva Sotto e Jesus Ortega... e olé!
terça-feira, maio 03, 2011
España...
Quase não era canto, no sentido em que este é aproveitamento musical da voz. Quase não era voz, no sentido em que esta tende a dizer palavras. O canto flamenco é antes da voz ainda, é fôlego humano. Uma palavra ou outra às vezes escapava, revelando de que era feita aquela mudez cantada: de história de viver, amar e morrer. Essas três palavras não ditas eram interrompidas por lamentos e modulações. Modulações de fôlego, primeiro estágio de voz que capta o sofrimento no seu primeiro estágio de gemido. E de grito. E mais outro grito, este de alegria por se ter gritado. Em torno, a assistência aconchega-se escura e suja. Depois de uma das modulações que de tão prolongada morre em suspiro, o grupo esgotado como o cantor murmura um Olé em amém, última brasa.
Ouvi também o canto ausente. É feito de um silêncio cortado de gritos da assistência. Dentro da clareira de silêncio, em semente ardente, um homem pequeno, seco, escuro, de mãos nas ilhargas, cabeça atirada para trás, marca com o duro taco dos sapatos o ritmo incessante do canto ausente. Nenhuma música. E nem é uma dança. O sapateado é antes da dança organizada – é o corpo manifestando-se, pés transmitindo até a ira em linguagem que Espanha entende. A assistência se concentra em fúria no próprio silêncio. De quando em quando a provocação rouca de uma cigana, toda de carvão e trapos vermelhos, em que a fome se tornou dor e ameaça. Não era espetáculo, não se assistia: quem ouvia era tão essencial como quem batia os pés em silêncio. Até a exaustão, comunicam-se durante horas através dessa linguagem que, se algum dia teve palavras, estas foram se perdendo pelos séculos – até que a tradição oral passou a ser transmitida de pai para filho apenas como ímpeto de sangue.
E vi o par da dança flamenca. Não sei de outra em que a rivalidade entre homem e mulher se pusesse tão a nu. Tão declarada é a guerra que não importam os ardis: por momentos a mulher se torna quase masculina, e o homem a olha admirado. Se o mouro em terra espanhola é o mouro, a moura perdeu diante da aspereza basca a moleza fácil; a moura espanhola é um galo até que o amor a transforme em Maja.
A conquista difícil nessa dança. Enquanto o dançarino fala com os pés teimosos, a dançarina percorrerá a aura do próprio corpo com as mãos em ventarola: assim ela se imanta, assim ela se prepara para tornar-se tocável e intocável. Mas, quando menos se espera, sua botina de mulher avançara e marcará de súbito três pancadas. O dançarino se arrepia diante dessa crua palavra, recua, imobiliza-se. Há um silêncio de dança. Aos poucos o homem ergue de novo os braços e, precavido – com temor e não pudor -, tenta com as mãos espalmadas sombrear a cabeça orgulhosa da companheira. Rodeia-a várias vezes e por momentos já se expões quase de costas para ela, arriscando-se quem sabe a que punhalada. E se não foi apunhalado é que a dançarina de súbito recolheu-lhe a coragem: este então é o seu homem. Ela bate os pés, de cabeça erguida, em primeiro grito de amor: finalmente encontrou seu companheiro e inimigo. Os dois recuam eriçados. Reconheceram-se. Eles se amam.
A dança propriamente dita se inicia. O homem é moreno, miúdo; obstinado. Ela é severa e perigosa. Seus cabelos foram esticados, essa vaidade da dureza. É tão essencial essa dança que mal se compreende que a vida continue depois dela: este homem e esta mulher morrerão. Outras danças são a nostalgia dessa coragem. Esta dança é a coragem. Outras danças são alegres. A alegria desta é séria. Ou a alegria é dispensada. É o triunfo mortal de viver o que importa. Os dois não riem, não se perdoam. Compreendem-se? Nunca pensaram em se compreender, cada um trouxe a si mesmo como único estandarte. E quem foi vencido – nessa dança os dois são vencidos – não se adoçará na submissão, terá aqueles olhos espanhóis, secos de amor e raiva. O esmagado – os dois serão esmagados – servirá vinho ao outro como um escravo. Embora nesse vinho, quando vier a paixão do ciúme, possa estar o veneno da morte. O que sobreviver se sentirá vingado. Mas para sempre sozinho. Porque só esta mulher era sua inimiga, só este homem era seu inimigo, e eles se tinham escolhido para a dança.
segunda-feira, maio 02, 2011
El traje...




quarta-feira, abril 06, 2011
Sara Baras... que dizer?!
Miedo... ;)
Fin de fiesta! ;)
quinta-feira, março 10, 2011
Sábado, 12 de Março... em Benavente

Este sábado, dançamos e dizemos OLÉ às mulheres da nossa vida no palco do Cine-Teatro de Benavente, a partir das 15h. Apareçam e divirtam-se connosco!
segunda-feira, novembro 29, 2010
terça-feira, novembro 23, 2010
quarta-feira, novembro 17, 2010
Fim de semana cheio de salero...

A propósito da XXIII Temporada da Música, do Teatro e de outras Artes do concelho de Benavente, a Câmara Municipal convidou o Grupo de Sevilhanas de Benavente a partilharem o palco com o cantor Tiago Ribeiro, num espectáculo a decorrer no próximo Sábado, 20 de Novembro, às 21h30, na sede da ALTB (Barrosa).

Preparem-se para uma viagem de 45 minutos, onde vamos percorrer a Andaluzia, visitando os seus sons, o seu calor, a sua alegria e o colorido do espírito flamenco... Olé!
Já no Domingo, 21 de Novembro, as Ponte Tacones estarão no Solar de Benavente, para o almoço comemorativo do 1º aniversário da iniciativa Um Dia pela Vida. As inscrições estão abertas! Não percam tempo, porque parece-me que já convencemos o nosso animador de serviço a bailar uma sevilhana connosco... vai daí, o João Paulo até pode aparecer de peruca loira e surpreender ;)
segunda-feira, novembro 15, 2010
sexta-feira, outubro 29, 2010
Hoje há sopas... e arroz doce!

Hoje, no Auditório Nossa Senhora da Paz (junto ao Centro de Saúde de Benavente), começa o 1º Festival das sopas e do Arroz Doce - ja dizia o meu amigo Henrique que Benavente é terra Sardinha Assada, dos Toiros, das Vacas... e do Arroz Doce! eis a prova...
O Grupo de Sevilhanas de Benavente vai estar presente hoje a partir das 20h30, para dar mais colorido à festa e conta com a participação especial das Sabor Flamenco (Samora Correia). Esperamos que seja um serão do agrado de todos... nós pelo menos vamos com espírito para isso! :)











