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domingo, setembro 21, 2014

segunda-feira, junho 30, 2014

À flor da pele...


Sabor Flamenco, na Sardinha Assada 2014 

sexta-feira, abril 04, 2014

PCF - Sempre e imediatemente...



Ama-me para sempre mas por favor ama-me sobretudo sempre... 
...e imediatamente também.

in "Prometo Falhar", a mais recente obra de Pedro Chagas Freitas.

quarta-feira, fevereiro 26, 2014

Paco, filho de Lucia :(



Hoje, reencontram-se no lado de lá estes dois maestros... avô Zé, não percas o tablao desta noite para depois me vires contar como foi ;)


El eterno espiritu de Camarón de la Isla permanece de alguna forma unido al de su inseparable compañero flamenco Paco de Lucia, a través del arte común y de tantas concordancias compartidas. "Festival Flamenco" por Aguijarro (Antonio Guijarro Morales), pintor y cardiólogo natural de Guadix (Granada).


sábado, fevereiro 08, 2014

PCF - O Livro dos Loucos

Sê o que vive para simplesmente viver – e não o que vive simplesmente até morrer. Sê animal, anormal, louco demente, insano pungente. Sê tu, afinal. Sê tu. Até ao final.
-------------------------
in "O Livro dos Loucos", de Pedro Chagas Freitas

quinta-feira, setembro 26, 2013

Acho inúteis as palavras...



fantástico!... os que tocam, os que cantam, os que escrevem, os que sentem assim...

quarta-feira, maio 18, 2011

Fastfood educativo...

Manuel Maria Carrilho defendeu esta terça-feira no TVI24 que José Sócrates tem uma «tendência para apadrinhar o "fast-food" educativo», referindo-se não só a polémica em torno das «Novas Oportunidades», mas também programa Magalhães e ao próprio percurso pessoal do primeiro-ministro.

«Em termos de aprendizagens José Sócrates gosta muito de processos instantâneos, até pelo seu percurso pessoal, eu sinto que ele tem uma certa tendência para apadrinhar o "fast-food" educativo», disse Carrilho ao comentar a polémica debatida na pré-campanha.

O socialista considerou que «é uma infelicidade de Pedro Passos Coelho dizer que isto certifica a ignorância», mas lembra que estavam a ser dados «passos erradíssimos» nesta área.

«Quando se passa para o 9º ano, quando de passa para o 12º ano e quase se passou para as Universidades com uma espécie de «Novas Oportunidades» estava a dar-se passos erradíssimos e sinais à sociedade no sentido do facilitismo mais total», disse. Carrilho afirmou ainda que «todos os estudos mostram que o Magalhães é um bloqueador da aprendizagem».

in TVI24 (17.05.2011)


Não somos um país de inteligentes, mas sim de espertos!
Santa Paciência!


terça-feira, maio 03, 2011

España...


Quase não era canto, no sentido em que este é aproveitamento musical da voz. Quase não era voz, no sentido em que esta tende a dizer palavras. O canto flamenco é antes da voz ainda, é fôlego humano. Uma palavra ou outra às vezes escapava, revelando de que era feita aquela mudez cantada: de história de viver, amar e morrer. Essas três palavras não ditas eram interrompidas por lamentos e modulações. Modulações de fôlego, primeiro estágio de voz que capta o sofrimento no seu primeiro estágio de gemido. E de grito. E mais outro grito, este de alegria por se ter gritado. Em torno, a assistência aconchega-se escura e suja. Depois de uma das modulações que de tão prolongada morre em suspiro, o grupo esgotado como o cantor murmura um Olé em amém, última brasa.

Mas há também o canto impaciente que a voz apenas não exprime: então um sapateado nervoso e firme o entrecorta, o Olé que o irrompe a cada instante não é mais amém, é incitamento, é touro negro. O cantor, de dentes quase cerrados, dá à voz a cegueira da raça, mas os outros exigem mais e mais, até conseguirem o instante espasmo: Espanha.

Ouvi também o canto ausente. É feito de um silêncio cortado de gritos da assistência. Dentro da clareira de silêncio, em semente ardente, um homem pequeno, seco, escuro, de mãos nas ilhargas, cabeça atirada para trás, marca com o duro taco dos sapatos o ritmo incessante do canto ausente. Nenhuma música. E nem é uma dança. O sapateado é antes da dança organizada – é o corpo manifestando-se, pés transmitindo até a ira em linguagem que Espanha entende. A assistência se concentra em fúria no próprio silêncio. De quando em quando a provocação rouca de uma cigana, toda de carvão e trapos vermelhos, em que a fome se tornou dor e ameaça. Não era espetáculo, não se assistia: quem ouvia era tão essencial como quem batia os pés em silêncio. Até a exaustão, comunicam-se durante horas através dessa linguagem que, se algum dia teve palavras, estas foram se perdendo pelos séculos – até que a tradição oral passou a ser transmitida de pai para filho apenas como ímpeto de sangue.

E vi o par da dança flamenca. Não sei de outra em que a rivalidade entre homem e mulher se pusesse tão a nu. Tão declarada é a guerra que não importam os ardis: por momentos a mulher se torna quase masculina, e o homem a olha admirado. Se o mouro em terra espanhola é o mouro, a moura perdeu diante da aspereza basca a moleza fácil; a moura espanhola é um galo até que o amor a transforme em Maja.

A conquista difícil nessa dança. Enquanto o dançarino fala com os pés teimosos, a dançarina percorrerá a aura do próprio corpo com as mãos em ventarola: assim ela se imanta, assim ela se prepara para tornar-se tocável e intocável. Mas, quando menos se espera, sua botina de mulher avançara e marcará de súbito três pancadas. O dançarino se arrepia diante dessa crua palavra, recua, imobiliza-se. Há um silêncio de dança. Aos poucos o homem ergue de novo os braços e, precavido – com temor e não pudor -, tenta com as mãos espalmadas sombrear a cabeça orgulhosa da companheira. Rodeia-a várias vezes e por momentos já se expões quase de costas para ela, arriscando-se quem sabe a que punhalada. E se não foi apunhalado é que a dançarina de súbito recolheu-lhe a coragem: este então é o seu homem. Ela bate os pés, de cabeça erguida, em primeiro grito de amor: finalmente encontrou seu companheiro e inimigo. Os dois recuam eriçados. Reconheceram-se. Eles se amam.

A dança propriamente dita se inicia. O homem é moreno, miúdo; obstinado. Ela é severa e perigosa. Seus cabelos foram esticados, essa vaidade da dureza. É tão essencial essa dança que mal se compreende que a vida continue depois dela: este homem e esta mulher morrerão. Outras danças são a nostalgia dessa coragem. Esta dança é a coragem. Outras danças são alegres. A alegria desta é séria. Ou a alegria é dispensada. É o triunfo mortal de viver o que importa. Os dois não riem, não se perdoam. Compreendem-se? Nunca pensaram em se compreender, cada um trouxe a si mesmo como único estandarte. E quem foi vencido – nessa dança os dois são vencidos – não se adoçará na submissão, terá aqueles olhos espanhóis, secos de amor e raiva. O esmagado – os dois serão esmagados – servirá vinho ao outro como um escravo. Embora nesse vinho, quando vier a paixão do ciúme, possa estar o veneno da morte. O que sobreviver se sentirá vingado. Mas para sempre sozinho. Porque só esta mulher era sua inimiga, só este homem era seu inimigo, e eles se tinham escolhido para a dança.






Crónica de autoria de Clarice Lispector, publicada no Jornal do Brasil no dia 28 de novembro de 1970. Este texto também pode ser encontrado no livro A Descoberta do Mundo.


quarta-feira, abril 06, 2011

Sara Baras... que dizer?!

Fuego Lento...




Miedo... ;)




Fin de fiesta! ;)

sexta-feira, março 04, 2011

Nunca fui grande hippie.. mas confesso que gosto da antiga "pão de forma"...


A "pão de forma" vai voltar. Volkswagen lança o novo modelo em Genebra
O grupo Volkswagen vai 'ressuscitar' a sua carrinha 'pão de forma', um ícone que foi lançado em 1950 e que rapidamente se tornou o carro favorito dos 'hippies' pelo seu estilo único e espaço abundante, anunciou a marca no Salão de Genebra.

A Volkswagen, que apelidou o modelo de Bulli - a alcunha com que era conhecida na Alemanha -, apresentou uma versão mais moderna, com seis lugares, alimentada por um motor elétrico e utilizando um iPad para controlar todo o sistema de entretenimento, controle de temperatura e outras funções.

O maior fabricante de automóveis europeu refere que o Bulli tem uma autonomia movida a eletricidade de 300 quilómetros, o que é bastante, considerando que o recente elétrico Nissan Leaf tem uma autonomia de 200 quilómetros. O Bulli pode atingir a velocidade de 140 quilómetros por hora.

A carrinha Volkswagen 'pão de forma' foi uma ideia de um importador holandês da marca alemã, Ben Pon, que em 1947 traçou uma espécie de autocarro simples construído sobre as rodas de um Volkswagen 'carocha'. O primeiro modelo de 'pão de forma' foi construído entre 1950 e 1967, seguindo-se outras versões.

O conceito deste Bulli é ligeiramente mais curto e mais largo que o original 'paõ de forma', com uma frente menos quadrada, mas tem uma série de originalidades, como um banco para três pessoas na frente e pintura de dois tons.

No entanto, os mais curiosos terão de esperar porque a Volkswagen não confirmou que este conceito Bulli vá para a linha de produção.

A Volkswagen chegou ao Salão de Genebra, que decorre até 13 de março, com mais duas novidades, o renovado Tiguan, que chegará ao mercado no final do verão, e o Touareg Hybrid, um modelo mais direcionado para o mercado norte-americano.

Lançado em 2007, o pequeno SUV Tiguan apresenta-se em Genebra com algumas alterações significativas mas não tantas como o seu 'irmão' mais velho, o Touareg.A Volkswagen resolveu também lançar duas versões do pequeno SUV: um para utilização na estrada e outro para o 'off road'. As vendas do novo Tiguan já começaram na Alemanha, mas o resto da Europa, incluindo Portugal, a previsão é setembro. Já o Touareg Hybrid, mais dirigido para o mercado norte-americano, virá com um motor V6 e um elétrico com uma potência correspondente a 47 cavalos. No total, traduz-se numa potência de 380 cavalos.

http://www.ionline.pt/conteudo/108436-apao-forma-vai-voltar-volkswagen-lanca-o-novo-modelo-em-genebra


Sem dúvida, a versão original para mim que sou uma saudosista... ;)


quarta-feira, novembro 17, 2010

Balão Mágico!... :)

Numa altura em que toda a gente no facebook está a substituir as suas fotos de perfil por imagens de desenhos animados e heróis infantis, lembrei-me desta música... grande Djavan! :)

E não... ainda não consegui escolher o meu herói e substituir a minha foto... :P


quinta-feira, novembro 11, 2010

Hoje em dia, toda a gente pode escrever um livro...

Até há umas horas atrás, eu diria esta frase acerca de certas e determinadas tias da alta sociedade que decidiram algum dia publicar um livro sobre coisa nenhuma, mas que vende como pães quentes, só porque a cara da autora aparece em todas as revistas cor-de-rosa que podemos encontrar na sala de espera de um consultório...

Hoje, ao folhear virtualmente o Jornal de Notícias, esta frase ganhou uma nova dimensão... e uma dimensão um bocado chocante...

"Guia para pedófilos na lista de e-books da Amazon

A livraria online Amazon.com tem na sua lista de livros electrónicos um guia para pedófilos, situação que está a indignar e gerar muitas críticas da parte dos utilizadores.

A obra em causa intitula-se "The Pedophile's Guide to Love and Pleasure" ("O Guia do Pedófilo para o Amor e o Prazer", em tradução livre), está apenas disponível em formato digital para o leitor de livros electrónico Kindle e custa 7,81 dólares (5,60 euros).

No editorial da obra lê-se: "Esta é a minha tentativa de tornar as situações pedófilas mais seguras para os jovens que estiverem envolvidos, estabelecendo certas regras para os adultos seguirem. Espero conseguir isto apelando ao melhor da natureza dos pedófilos, na esperança de que ao fazê-lo haverá menos ódio e talvez menos possibilidades de serem apanhados".

A edição oline de tecnologia "TechCrunch" salienta o mal-estar e revolta que a obra está a criar entre os utilizadores da Amazon.com, expressa nos comentários que são deixados na página - apelam ao boicote deste título e pedem que a Amazon.com o retire da sua lista de vendas.

Em comunicado, a livraria online defende-se referindo que "acredita ser censura não aceitar a venda de certos livros só porque nós ou outros acreditam que a sua mensagem é censurável".

"A Amazon não apoia ou promove actos de ódio ou criminais, no entanto, apoiamos o direito de cada um tomar as suas decisões individuais de compra", acrescenta.

Da tabela classificativa da obra, numa escala de 1 a 5 estrelas, 866 votos davam a nota mínima a este guia."


Oh, Virgem santíssima... mas tá mesmo tudo doido ou sou só eu?!

Não bastam todos os escândalos e a dimensão gigantesca do problema, ainda vem um tarado descrever a melhor maneira de fazer mal às crianças?! Mas quem é que publica uma coisa destas e não é interrogado ou chamado à razão???

Censura?! Neste caso nem há lugar para censura... é uma questão de bom senso. Um livro destes nunca deveria passar para o papel, muito menos para uma livraria... mesmo que virtual!

Este mundo vai mesmo muito mal...


terça-feira, outubro 26, 2010

De Génio: O Mundo Conforme Casciari

Recebi hoje este email, que achei de uma acutilância genial...o texto é longo, mas digo-vos eu vale muito a pena... ;)



Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.

A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, se masturba, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.

Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que tem um conjunto de rock. Ensaiam em uma garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.

A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil que tem 14 anos e um membro grande.

O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.

No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.

Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai.
Por exemplo, Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.

A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul. O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.

A França é uma separada de 36 anos, mais puta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando puto ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que
está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.

A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).

A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa foder pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.

Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.

A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.

A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com Coreia.

A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a
vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.

Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo. O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.

Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.

Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?


Nota de reencaminhamento:
Por esta ordem de ideias Portugal será um kota de 62 anos, que se cagou para os filhos que fora de horas teve em África duma mãe trintona ( todos agora por volta dos dois anos e meio - o safardana!), enquanto se perde de amores pela enteada Catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que chegou a altura de os outros o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado. Só não aceita que lhe tirem a casa, a qual, mesmo pequena, tem uma fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas:
uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito puta, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiúde de avião (mandou lá fazer uma pista de aterragem e tudo!); e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta madressilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.


Nota sobre o autor:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971. Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. Sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más - respeto, que soy tu madre' (em cena na cidade de Lisboa, com interpretação de Joaquim Monchique).

quinta-feira, outubro 21, 2010

O aplauso eterno...


A actriz Mariana Rey Monteiro, filha de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, morreu hoje, aos 87 anos. Apesar de ter começado nos palcos, os seus últimos trabalhos foram para a televisão, como 'Vidas de Sal', 'Roseira Brava' e 'Verão Quente', no final dos anos 90.

Depois de longos anos na Companhia Robles Monteiro, montada pelos seus pais, estreando-se em 1946 no Teatro Nacional D. Maria II com a peça 'Antígona', Mariana Rey Monteiro tornou-se um dos principais rostos da ficção da RTP na década de 80.

Foi uma das personagens principais de 'Vila Faia', a primeira telenovela feita em Portugal, mas em 1982 também protagonizou - ao lado da mãe, Amélia Rey Colaço, de Ruy de Carvalho e, entre outros, Nicolau Breyner - a série humorística 'Gente Fina é Outra Coisa'.

Manteve-se bastante activa na televisão nos anos seguintes, com as telenovelas 'Origens' e 'Chuva na Areia', mas as suas aparições começaram a rarear desde então.

A morte de Amélia Rey Colaço, em 1990, foi mais uma perda na vida de quem ficava viúva depois de apenas dez anos de casamento. O arquitecto Emílio Gomes Lino morreu em 1958, o mesmo ano em que faleceu o seu pai.


Na foto, Maiana Rey Monteiro acompanhada dos seus 3 filhos e de sua mãe, a enorme actriz e encenadora Amélia Rey Colaço, que faleceu com 102 anos... "de pé, como as árvores"!

quarta-feira, outubro 20, 2010

Este fim de semana começa...

Festival Nacional de Gastronomia de Santarém 2010

feira gastronomia santarem

O Festival Nacional de Gastronomia de Santarém 2010 decorre de 16 de Outubro a 1 de Novembro, na Casa do Campino, junto à praça de touros de Santarém.

É o festival gastronómico mais antigo de Portugal, também conhecido por Feira de Gastronomia de Santarém. Este ano realiza-se a 30ª edição do Festival Nacional de Gastronomia de Santarém. Participam no certame restaurantes de diversas regiões do país, mostrando o melhor da gastronomia de cada um, assim como os convidados deste ano – região da Galiza (Espanha) e S. Tomé e Príncipe.

Destaque para o Salão Nobre da Casa do Campino, onde têm lugar os grandes almoços regionais aos sábados e domingos, às 13h (30€ por pessoa) e o Pavilhão do Futuro, onde decorre a feira de doçaria nacional.

O bilhete custa 2,5€, mas nos dias 18 e 19 de Outubro é apenas 2€. é possível adquirir uma caderneta de 10 ingressos por 20€. Os bilhetes estão à venda na Casa do Campino.

Horário de funcionamento do Festival:

  • Segunda-feira a sexta-feira: 12h às 16 h e das 19h às 24h
  • Sábados e domingos: 12h às 24h
  • Dia 01 de Novembro: 12h às 19h

Além deste motivo saboroso para visitar Santarém...


“Nos próximos dias 23 e 24 de Outubro em Santarém, na sequência do abaixo assinado em Defesa da Festa Brava vamos realizar uma grande jornada de solidariedade e exaltação dos valores da Terra, dos Direitos dos Homens e dos Animais. É uma jornada organizada por aficionados para aficionados, que conta com a generosidade de muita gente que se ofereceu para este combate para afirmação dos valores que alguns, uma pequena minoria que se arma em dona da moral, querem destruir sem respeito nem pela História, nem pela Cultura, nem pela sobrevivência de milhares de homens e mulheres cujo sustento depende da criação de touros e cavalos. Propomo-nos recolher 15 mil assinaturas durante os dois dias e, por isso vos convidamos a estarem presentes, assistindo ás manifestações que vão ocorrer pela cidade e também às quatro corridas do festival taurino ao preço simbólico de um euro por entrada. Venha. Traga consigo quem não assinou a petição. Traga consigo que defende os valores da liberdade, da tolerância, do respeito pelos Homens e pelos Animais. Venha ter com a gente, venha ter com a sua gente e divulgue este encontro para que mais gente esteja connosco na assinatura da petição Em Defesa da Festa Brava.”

Francisco Moita Flores,
Presidente da Câmara Municipal de Santarém e impulsionador da Petição em Defesa da Festa Brava

terça-feira, abril 06, 2010

Amália... hoje mais uma vez... apeteces-me!

Junto a ti ao correr das horas meu amor
há o rumor de fontes de cristal
que no jardim tenta falar
em voz tímida às rosas

Doce amor, essas folhas secas já sem cor
que varre o vento são lembranças de baladas em redor
restos de promessas feitas com amor
em aranjuez entre um homem e uma mulher
naquele entardecer que não se esquece mais

ai meu amor, ao correr das horas com fervor
voltam de novo as flores a renascer
sem faltar mais ao mundo a paz
nem calor sobre a terra
eu sei bem que há palavras secas sem amor
que o vento leva prós confins da nossa própria solidão
mas há palavras em flor ó meu amor
no coração a reflorir, no coração
em nova primavera, se em aranjuez nos espera

ao fim da tarde então até a fonte com as flores
confunde o seu rumor
é o nosso horizonte.

em aranjuez, ai amor...

Letra: Adaptação do tema original "Aranjuez mon amour" (também cantado por Amália) por David Mourão-Ferreira
Composição: Joaquim Rodrigo





Conseguirá alguém ficar indiferente a esta composição, a esta letra, a esta voz, a este sentir?...

quarta-feira, março 31, 2010

Amália de sempre... para sempre!

Ontem, no passeio que nos permitiram fazer durante a hora do almoço, passámos pela 2ªvez por este mural, perto da praça dos Restauradores... desta feita, não desperdicei a oportunidade e tirei a bela da foto, "à turista"!...


Só digo isto... para mim, que gosto de Fado, que gosto de ouvir Amália e que reconheço o valor desta mulher e artista, é uma sensação avassaladora... a vontade que dá é a de passar com a mão pela "face" da fadista, em jeito de carinho e de respeito, dizendo baixinho... "que saudades, Amália!..."


Porque às vezes sabe bem sentir-mo-nos turistas nas nossas próprias cidades... para finalmente ter tempo para parar e apreciar as coisas bonitas que se vão encontrando!...

quarta-feira, janeiro 20, 2010

Lisboa, no Brasil...

Artigo de uma revista brasileira sobre turismo...
Comments?... anyone?...


sexta-feira, agosto 28, 2009

Saramago ainda mexe...

"Caim" é o novo romance de José Saramago, e Deus é uma das personagens principais

O novo romance de José Saramago chama-se "Caim" e tem como personagens principais aquela figura bíblica, Deus e a Humanidade "nas suas diferentes expressões", segundo a descrição de Pilar del Río no blogue do Nobel da Literatura.
"Saramago escreveu outro livro", anuncia a mulher do escritor e presidente da Fundação José Saramago num texto colocado no blogue "O Caderno de Saramago", recordando que surge um ano depois do lançamento do anterior, "A Viagem do Elefante". A nova obra literária "não é um tratado de teologia, nem um ensaio, nem um ajuste de contas: é uma ficção em que Saramago põe à prova a sua capacidade narrativa ao contar, no seu peculiar estilo, uma história de que todos conhecemos a música e alguns fragmentos da letra", descreve Pilar del Río.
Assinala ainda que em "Caim", tal como nos anteriores livros - e dá o exemplo de "O Evangelho segundo Jesus Cristo" - "o autor não recua diante de nada nem procura subterfúgios no momento de abordar o que, durante milénios, em todas as culturas e civilizações foi considerado intocável e não nomeável". Esse objecto de análise no romance é "a divindade e o conjunto de normas e preceitos que os homens estabelecem em torno a essa figura para exigir a si mesmos - ou talvez seria melhor dizer para exigir a outros - uma fé inquebrantável e absoluta, em que tudo se justifica, desde negar-se a si mesmo até à extenuação, ou morrer oferecido em sacrifício, ou matar em nome de Deus", aponta.
Em 1991, "O Evangelho Segundo Jesus Cristo" causou acesa polémica em Portugal, e viria a ser vetado pelo governo à época para concorrer ao Prémio Europeu de Literatura, iniciativa que pesou na decisão do escritor para abandonar o país e passar a residir em Lanzarote, Espanha.
Pilar del Río sublinha ainda no blogue: "Com a cabeça alta, que é como há que enfrentar o poder, sem medos nem respeitos excessivos, José Saramago escreveu um livro que não nos vai deixar indiferentes, que provocará nos leitores desconcerto e talvez alguma angústia, porém, amigos, a grande literatura está aí para cravar-se em nós como um punhal na barriga, não para nos adormecer como se estivéssemos num opiário e o mundo fosse pura fantasia".
"Este livro agarra-nos, digo-o porque o li, sacode-nos, faz-nos pensar: aposto que quando o terminardes, quando fizerdes o gesto de o fechar sobre os joelhos, olhareis o infinito, ou cada qual o seu próprio interior, soltareis um uff que vos sairá da alma, e então uma boa reflexão pessoal começará, a que mais tarde se seguirão conversas, discussões, posicionamentos", escreve ainda a presidente da Fundação Saramago no texto. Quase a concluir, Pilar del Río classifica o romance de José Saramago, 86 anos, como "literatura em estado puro".
Filho primogénito de Adão e Eva segundo o Antigo Testamento da Bíblia, Caim sentiu ciúmes por Deus ter preferido as ofertas feitas pelo irmão mais novo, Abel, e matou-o, cometendo o primeiro homicídio na história da Humanidade.

"Caim" vai ser lançado em Outubro pela Editorial Caminho na Feira do Livro de Frankfurt e no final do mês estará à venda nas livrarias em Portugal, Espanha e América Latina.

in Publico, 28.08.2009